quarta-feira, 6 de junho de 2007

Últimos românticos...

A Federação do Comércio de São Paulo divulga que 72% dos homens pretendem presentear as namoradas no Dia dos Namorados e apenas 54% da mulheres pretendem dar um regalo ao homem com quem trocam carinhos.
Parece que, mais do que dar presentes, os marmanjos precisam tratar melhor suas amadas para fazer por merecer um mimo.

Quem atirou a primeira pedra?

Carlos Chagas, mesmo anti-chavista, registra na sua coluna de 6/6:
Jacobinismos à parte
Caso se torne possível fazer arrefecer a onda nacionalista que exige mais satisfações de Hugo Chávez por ter injuriado o Congresso brasileiro, logo ficará claro o festival de lambanças criado de parte a parte, nos últimos dias. Para começo de conversa, o Senado não tinha nada que enviar nota de protesto ao presidente da Venezuela, por ter tirado do ar uma emissora de televisão. Em nome da liberdade de expressão, ainda se admitiriam discursos candentes de senadores contra a iniciativa de Chávez. Mesmo assim, extemporâneos, porque quem cuida da política externa, pela Constituição, é o Poder Executivo.

Mesmo se descontando a recaída do senador José Sarney, por alguns instantes julgando-se ainda presidente e empenhado em estabelecer uma guerra particular com o presidente venezuelano, a verdade é que o Senado agrediu o histriônico "hermano" de nossa fronteira Norte. Sem dúvida ele reagiu de forma extemporânea, virulenta e atabalhoada, comparando o nosso Congresso a papagaio do Congresso dos Estados Unidos, coisa que ninguém entendeu direito.

Mas que demos o primeiro tiro na água, isso demos. Bem que o presidente Lula tentou botar panos quentes, mas não poderia ficar calado diante da agressão ao Legislativo que o apóia. Tudo indica que a poeira acabará assentando, a menos que Sarney não desencarne e que o singular Marco Aurélio Garcia, este, sim, do Executivo, continue manifestando simpatia pelo fechamento da maior rede de televisão da Venezuela. Algum exemplo a ser seguido por aqui?

terça-feira, 5 de junho de 2007

Jabor, o privatista

O comentarista da Globo, oposicionista visceral ao governo Lula, na sua coluna de hoje clama: “Está na hora de gestos novos, inéditos, rupturas, saltos qualitativos dentro da democracia”. E o que propõe o ex-cineasta?
“Lula tem de privatizar as estatais corruptas”...Isso é novo e inédito, Jabor? Cá entre nós, novo e inédito é sanar as estatais, livrá-las dos corruptos e garantir-lhes eficiência, colocando-as a serviço do efetivo desenvolvimento do país e da melhoria das condições de vida da população. Privatizar estatal é coisa velha, feita por Collor, por FHC e outros que seguem a mesma cartilha.

Momento Caras: Folha erra o pai da criança!

Na sessão ERRAMOS, da Folha: BRASIL (4.JUN, PÁG. A6) Por erro da Redação, o texto "Lobista recupera-se de cirurgia em BH e não faz declarações" informou que o lobista Cláudio Gontijo tem uma filha com a jornalista Mônica Veloso. Quem tem uma filha com ela é o senador Renan Calheiros.

Tomando o partido de Chávez

Sebastião Nery registra na sua coluna de 5 de junho:
Senado
E o Senado? Que autoridade tem o Senado para meter-se na Venezuela? Por que não protestou quando essa mesma RCTV, golpista, venalizada,, financiada pelas empresas petroliferas norte- americanas, "documentadamente comprometida com o golpe de estado", deu notícias continuadas de que o presidente Chávez havia "renunciado e deixado o governo", exatamente na hora em que ele estava sendo seqüestrado em casa por um golpe comandado de fora pela CIA e pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos?

Se o Senado é "guardião da democracia" no pais dos outros, por que não protestou quando Bush invadiu e já massacrou 50 mil iraqueanos?

Agora ficam ouriçados e irritados quando Chávez os chama de "papagaios americanos".Deviam aprender com meu papagaio romano e mudar:"Câmbio"!

TV
E a nossa gloriosa "grande mídia", sobretudo a televisão? Cada dia mais repugnante. O brasileiro vai dormir toda noite achando que está em Caracas. As TVs só falam da Venezuela, mostrando as passeatas contra Chávez. Quando há passeatas a favor de Chávez ("dezenas de milhares em Caracas", segundo a "Folha"), não mostram, escondem,como fizeram no fim de semana.
Esse filme é velho. Em 73, a "grande imprensa" brasileira, como sempre financiada pelos Estados Unidos, passou meses descaradamente pregando o golpe contra Allende. Veio o Pinochet e continuaram faturando.

Chávez: "inimigo do mundo"

No programa Bom Dia Brasil desta manhã, o âncora Renato Machado, o mesmo dos vinhos, disse: "Na Venezuela, os protestos não param. O presidente Hugo Chávez insiste em enfrentar o mundo".

Agora pintam o presidente Chávez como inimigo do mundo. Isso que dá enfrentar o capital. Mais do que uma batalha do império norte-americano contra o líder bolivariano que tanto o confronta, a luta é também ideológica.

Chávez pode ser inimigo de Bush e do grande capital. Mas é amigo, e muy amigo, do seu povo, tendo investido seu petro-dólar nas chamadas missões sociais voltadas principalmente à educação, básica e superior, e à saúde da gigantesca camada da população que estava marginalizada havia muitos anos.