Bate-boca na Comissão de Assuntos Econômicos, ontem, entre Aloizio Mercadante (PT/SP) e Tasso Jereissati (PSDB/CE), por um motivo qualquer. O tucano reclamava que o petista se orientava em artigos do regimento do Senado e por um “rapazinho”, referindo-se a um assessor da Casa. Mercadante afirmou que o funcionário tinha "dez anos de Senado". Neste momento, um assessor (faz parte de seu serviço...) também entrega a Tasso o regimento. O tucano caçoou: “Olha só, também ganhei um livrinho igual ao de Vossa Excelência.” Em novo bate-boca, o empresário cearense ironizou: “Vai agora se transformar no defensor dos rapazinhos do Brasil?” Mercadante respondeu: “Tenho respeito por ele.”
Realmente, não é comum nas nossas casas grandes o respeito ao pessoal da senzala – seja qual for a cor do infeliz (“quase preto, quase branco”, cantaria Caetano) que vive do próprio trabalho...
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Onde está a impunidade
Marco Antonio Villa, professor de história do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (SP), escreve com razão, na Folha de S. Paulo: “O nó górdio da impunidade -e que atinge o coração da democracia- não está no Executivo nem no Legislativo, mas no Poder Judiciário. Os dois primeiros Poderes, apesar dos defeitos que possuem, sofrem vigilância muito mais severa da imprensa, são mais transparentes e democráticos. Do Judiciário, pouco ou nada sabemos”.
Isso lá é verdade...
O Marcos Coimbra, da Vox Populi, escreve nos jornais de hoje que o que se vem publicando a respeito do affair conjugal envolvendo Renan e as mães de seus filhos, Verônica e Mônica “tem um claro atributo: está longíssimo da vida concreta das pessoas comuns. Não que uma aventura extraconjugal e suas conseqüências sejam coisas raras em nossa sociedade. Mas, daí para frente, tudo nele é quase estratosférico para o cidadão do povo, a começar pelo dinheiro envolvido. Uma pensão de R$ 10 mil? Aluguéis pagos à vista de R$ 43 mil? Pagamentos em espécie de R$ 100 mil?”
E isso sem falar da origem do dinheiro, seu Coimbra, sem falar da origem do dinheiro, que ninguém sabe, ninguém viu, tal qual a Conceição.
E isso sem falar da origem do dinheiro, seu Coimbra, sem falar da origem do dinheiro, que ninguém sabe, ninguém viu, tal qual a Conceição.
Albânia dá sinal de vida!
Informa a Associated Press que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, teve seu relógio esportivo com pulseira preta e fundo branco surrupiado (ou seria melhor dizer “expropriado”?) quando cumprimentava populares numa praça em Fushe Kruje, na outrora baluarte comunista Albânia. Foi a primeira visita de um presidente dos EUA ao pequeno país dos Bálcãs.
Mas o mais provável, do jeito que as coisas andam por lá, é que Bush tenha sido mesmo furtado, e não expropriado... De qualquer forma: hehehehehehe
Mas o mais provável, do jeito que as coisas andam por lá, é que Bush tenha sido mesmo furtado, e não expropriado... De qualquer forma: hehehehehehe
terça-feira, 12 de junho de 2007
Crise de decência
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reclamou que está faltando crença no Brasil. “Ou recuperamos a decência ou não há o que fazer. O povo sente que essas coisas estão acontecendo. Vivemos essa moleza, essa manemolência, que é uma característica nossa, mas chegou a um ponto que é inaceitável”, afirmou.
O príncipe dos sociólogos esqueceu de dizer, contudo, quando as classes dominantes brasileiras foram “decentes” para que possamos recuperar esse período. Decerto, não foi no seu governo privatista e silenciador da Procuradoria Geral da União e inviabilizador de CPIs.
O príncipe dos sociólogos esqueceu de dizer, contudo, quando as classes dominantes brasileiras foram “decentes” para que possamos recuperar esse período. Decerto, não foi no seu governo privatista e silenciador da Procuradoria Geral da União e inviabilizador de CPIs.
É melhor pagar o preço da democracia
A ONG Transparência Brasil revela que a manutenção das três esferas do Poder Legislativo - federal, estadual e municipal - custa, em média, R$ 117,42 por habitante nas capitais. Considerando o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de cada uma das capitais, o gasto total por habitante com o Poder Legislativo representa 4,1% da renda de cada morador de Boa Vista (RO) - R$ 224,82 dos R$ 5.532,30 aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2004.
O menor gasto em relação ao PIB per capita é o de Vitória (ES), onde os moradores gastam 0,4% de sua renda para sustentar as três esferas do Legislativo - R$ 121,05 de R$ 29.951,28. A capital capixaba possui o maior PIB per capita entre as capitais analisadas, seguida por Manaus (AM), onde os habitantes gastam 0,5% do PIB per capita com o Legislativo - R$ 96,05 de R$ 18.635,36 -, e São Paulo (SP), onde os gastos também chegam a 0,5% da renda - R$ 68,51 de R$ 14.820,90.
Segundo o levantamento, para um orçamento anual de R$ 2,7 bilhões, cada um dos 81 senadores conta com R$ 33,4 milhões. Já na Câmara, os recursos são de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais. Os deputados federais custam R$ 18,14 por brasileiro e os senadores R$ 14,48, levando-se em conta uma população de pouco mais de 186 milhões de habitantes.“A distorção no Senado é imensa, numa Casa que deveria até desaparecer”, argumentou o diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo. Aliás, na última Constituinte os parlamentares do PCdoB propuseram a extinção do Senado. De qualquer forma, é melhor pagar pela democracia do que viver sem ela.
O menor gasto em relação ao PIB per capita é o de Vitória (ES), onde os moradores gastam 0,4% de sua renda para sustentar as três esferas do Legislativo - R$ 121,05 de R$ 29.951,28. A capital capixaba possui o maior PIB per capita entre as capitais analisadas, seguida por Manaus (AM), onde os habitantes gastam 0,5% do PIB per capita com o Legislativo - R$ 96,05 de R$ 18.635,36 -, e São Paulo (SP), onde os gastos também chegam a 0,5% da renda - R$ 68,51 de R$ 14.820,90.
Segundo o levantamento, para um orçamento anual de R$ 2,7 bilhões, cada um dos 81 senadores conta com R$ 33,4 milhões. Já na Câmara, os recursos são de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais. Os deputados federais custam R$ 18,14 por brasileiro e os senadores R$ 14,48, levando-se em conta uma população de pouco mais de 186 milhões de habitantes.“A distorção no Senado é imensa, numa Casa que deveria até desaparecer”, argumentou o diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo. Aliás, na última Constituinte os parlamentares do PCdoB propuseram a extinção do Senado. De qualquer forma, é melhor pagar pela democracia do que viver sem ela.
Páginas da vida...
Os jornais informam que, na reunião de coordenação política, ontem, no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu irmão Vavá, investigado por trafico de influência pela Polícia Federal, tem "bom coração" e uma espécie de "paizão", mas alguém "limitado", sem condições de fazer lobby. Vavá seria limitado para concluir qualquer tipo de negociação, além de sua incapacidade de ter acesso ao poder. Seria mais um aloprado da vida...
Por falar em Araguaia...
Hoje também se completam 40 anos da primeira cirurgia que o médico da Guerrilha do Araguaia João Haas Sobrinho realizou na cidade de Porto Franco, no Maranhão, onde montou um pequeno hospital. Militante do Partido Comunista do Brasil, o doutor havia chegado havia pouco tempo da China, onde recebeu treinamento militar.
A cirurgia foi realizada no pé de um morador que estava com um espinho de tucum atingindo o nervo. Hoje, o hospital que fundou leva seu nome.
Haas Sobrinho foi morto em combate em 30 de setembro de 1972, em Piçarra, próximo a Xambioá. Seu corpo crivado de balas foi exposto à população de Porto Franco e de Xambioá. Contam as testemunhas locais que sua perna direita estava quebrada e a barriga cortada e costurada com cipó. O objetivo era aterrorizar a comunidade que se solidarizava com os guerrilheiros. A população passou o dia velando o corpo, apesar de ser proibido pelo exército. Segundo informações dos moradores de Xambioá, foi enterrado no cemitério da cidade.
Em 1991, foram encontradas duas ossadas no cemitério. Uma delas foi identificada em 1996 como sendo de Maria Lúcia Petit da Silva. A outra, resgatada de lá, não foi identificada e não se sabe de seu paradeiro.
A cirurgia foi realizada no pé de um morador que estava com um espinho de tucum atingindo o nervo. Hoje, o hospital que fundou leva seu nome.
Haas Sobrinho foi morto em combate em 30 de setembro de 1972, em Piçarra, próximo a Xambioá. Seu corpo crivado de balas foi exposto à população de Porto Franco e de Xambioá. Contam as testemunhas locais que sua perna direita estava quebrada e a barriga cortada e costurada com cipó. O objetivo era aterrorizar a comunidade que se solidarizava com os guerrilheiros. A população passou o dia velando o corpo, apesar de ser proibido pelo exército. Segundo informações dos moradores de Xambioá, foi enterrado no cemitério da cidade.
Em 1991, foram encontradas duas ossadas no cemitério. Uma delas foi identificada em 1996 como sendo de Maria Lúcia Petit da Silva. A outra, resgatada de lá, não foi identificada e não se sabe de seu paradeiro.
Há suplentes e suplentes...
Interessante o artigo de Raymundo Costa sobre os suplentes que assumiram mandato no Senado. “Atualmente, 13,5% dos senadores exercem o mandato sem um único voto. São 11 - em 81 - suplentes de senador que assumiram o cargo devido ao afastamento do titular”, informa e condena. Cita vários desses parlamentares, dos quais, pelo tom do artigo, ele não gosta. Mostra simpatia pela proposta de que o suplente seja eleito: assume, em caso de impedimento do titular, o segundo mais votado, independentemente do partido. “A indicação dos suplentes da chapa é de livre escolha do candidato ao Senado. É natural a indicação de familiares e do financiador da campanha”. Diz ele.
Não é bem assim. Há casos em que o suplente é indicado pela coligação que integra a chapa, como o caso de Wagner Gomes, do PCdoB paulista, por exemplo, suplente do senador petista Mercadante, que participou ativamente da campanha, nos comícios e nas inserções de rádio e TV. Mas há casos como os que Raymundo cita, embora ele não tenha se referido Antônio Carlos Magalhães Filho, que substituiu o pai quando ACM se afastou da função para não perder o mandato em meio a evidências de corrupção...
Não é bem assim. Há casos em que o suplente é indicado pela coligação que integra a chapa, como o caso de Wagner Gomes, do PCdoB paulista, por exemplo, suplente do senador petista Mercadante, que participou ativamente da campanha, nos comícios e nas inserções de rádio e TV. Mas há casos como os que Raymundo cita, embora ele não tenha se referido Antônio Carlos Magalhães Filho, que substituiu o pai quando ACM se afastou da função para não perder o mandato em meio a evidências de corrupção...
Chávez assanha a direita
Em editorial, o Correio Braziliense diz que o DEM e o PSDB ameaçam impedir a adesão plena da Venezuela ao Mercosul, alegando que esse país não é democrático. E saúda: “acerta a oposição ao insistir nesse debate”.
Argumento semelhante deixou Cuba fora da Organização dos Estados da América (OEA) – aliás, o único país que não integrava esse conchavo (e não integra, até hoje), mesmo quando vários países viviam sob o terror ditatorial – com o apoio de vários parlamentares que hoje integram (e alguns comandam) o DEM e a conivência de vários órgãos de imprensa hoje "democráticos".
Argumento semelhante deixou Cuba fora da Organização dos Estados da América (OEA) – aliás, o único país que não integrava esse conchavo (e não integra, até hoje), mesmo quando vários países viviam sob o terror ditatorial – com o apoio de vários parlamentares que hoje integram (e alguns comandam) o DEM e a conivência de vários órgãos de imprensa hoje "democráticos".
Xô, Passarinho!
O eterno golpista e ex-ministro, governador e senador da ditadura militar, general Jarbas Passarinho, continua com as garras afiadas contra democratas e comunistas. Na sua coluna deste 12 de junho defende os “métodos da contra-insurreição”, como chama o terror ditatorial do qual foi um dos autores, e ataca os revolucionários.
Em reportagem no JB, Vasconcelos Quadros diz que esse mesmo Passarinho “revela detalhes que reforçam a suspeita de que ainda estão vivos alguns guerrilheiros do Araguaia que hoje - 32 anos depois do fim do conflito - freqüentam todas as listas de desaparecidos políticos”.
Vasconcelos cita a jornalista e pesquisadora Myrian Alves, para quem as dúvidas sobre a existência ou não de sobreviventes são reforçadas pela falta de informações sobre o destino de guerrilheiros que foram vistos vivos pela população e sobre os quais não há, nos relatórios da esquerda ou em documentos militares pesquisados, qualquer tipo de informação sobre o destino que tiveram. “De fato, suspeita-se que alguns possam estar vivos”, diz ela.
Em reportagem no JB, Vasconcelos Quadros diz que esse mesmo Passarinho “revela detalhes que reforçam a suspeita de que ainda estão vivos alguns guerrilheiros do Araguaia que hoje - 32 anos depois do fim do conflito - freqüentam todas as listas de desaparecidos políticos”.
Vasconcelos cita a jornalista e pesquisadora Myrian Alves, para quem as dúvidas sobre a existência ou não de sobreviventes são reforçadas pela falta de informações sobre o destino de guerrilheiros que foram vistos vivos pela população e sobre os quais não há, nos relatórios da esquerda ou em documentos militares pesquisados, qualquer tipo de informação sobre o destino que tiveram. “De fato, suspeita-se que alguns possam estar vivos”, diz ela.
Dia de combate ao trabalho infantil
Hoje, dia 12 de junho, além de Dia dos Namorados - tão lembrado por comerciantes interessados em lucrar com os corações apaixonados - é o Dia de Combate ao Trabalho Infantil. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vai começar a veicular uma campanha para ajudar a identificar a situação de trabalho infantil e denunciá-las. Segundo o IBGE, são mais de 3 milhões de jovens menores de 16 anos que trabalham. A maioria, meninas.
Versão da Folha e do Discovery
No domingo passado (10) o Discovery Channel passou um documentário sobre o acidente da Gol e do jato Legacy. Tá todo mundo ainda investigando o caso e recentemente sairam os indiciamentos. Mas o canal se adiantou. Chamou a atenção que entre os comentaristas todos, entre controladores e representantes da Infraero, o depoimento que intercalava os outros dando a linha do argumento era o da jornalista Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S. Paulo. A opinião emitida reafirmou a necessidade da "desmilitarização" caminhando para a privatização do setor. São muitos interesses em jogo...
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Últimos românticos...
A Federação do Comércio de São Paulo divulga que 72% dos homens pretendem presentear as namoradas no Dia dos Namorados e apenas 54% da mulheres pretendem dar um regalo ao homem com quem trocam carinhos.
Parece que, mais do que dar presentes, os marmanjos precisam tratar melhor suas amadas para fazer por merecer um mimo.
Parece que, mais do que dar presentes, os marmanjos precisam tratar melhor suas amadas para fazer por merecer um mimo.
Quem atirou a primeira pedra?
Carlos Chagas, mesmo anti-chavista, registra na sua coluna de 6/6:
Jacobinismos à parte
Caso se torne possível fazer arrefecer a onda nacionalista que exige mais satisfações de Hugo Chávez por ter injuriado o Congresso brasileiro, logo ficará claro o festival de lambanças criado de parte a parte, nos últimos dias. Para começo de conversa, o Senado não tinha nada que enviar nota de protesto ao presidente da Venezuela, por ter tirado do ar uma emissora de televisão. Em nome da liberdade de expressão, ainda se admitiriam discursos candentes de senadores contra a iniciativa de Chávez. Mesmo assim, extemporâneos, porque quem cuida da política externa, pela Constituição, é o Poder Executivo.
Mesmo se descontando a recaída do senador José Sarney, por alguns instantes julgando-se ainda presidente e empenhado em estabelecer uma guerra particular com o presidente venezuelano, a verdade é que o Senado agrediu o histriônico "hermano" de nossa fronteira Norte. Sem dúvida ele reagiu de forma extemporânea, virulenta e atabalhoada, comparando o nosso Congresso a papagaio do Congresso dos Estados Unidos, coisa que ninguém entendeu direito.
Mas que demos o primeiro tiro na água, isso demos. Bem que o presidente Lula tentou botar panos quentes, mas não poderia ficar calado diante da agressão ao Legislativo que o apóia. Tudo indica que a poeira acabará assentando, a menos que Sarney não desencarne e que o singular Marco Aurélio Garcia, este, sim, do Executivo, continue manifestando simpatia pelo fechamento da maior rede de televisão da Venezuela. Algum exemplo a ser seguido por aqui?
Jacobinismos à parte
Caso se torne possível fazer arrefecer a onda nacionalista que exige mais satisfações de Hugo Chávez por ter injuriado o Congresso brasileiro, logo ficará claro o festival de lambanças criado de parte a parte, nos últimos dias. Para começo de conversa, o Senado não tinha nada que enviar nota de protesto ao presidente da Venezuela, por ter tirado do ar uma emissora de televisão. Em nome da liberdade de expressão, ainda se admitiriam discursos candentes de senadores contra a iniciativa de Chávez. Mesmo assim, extemporâneos, porque quem cuida da política externa, pela Constituição, é o Poder Executivo.
Mesmo se descontando a recaída do senador José Sarney, por alguns instantes julgando-se ainda presidente e empenhado em estabelecer uma guerra particular com o presidente venezuelano, a verdade é que o Senado agrediu o histriônico "hermano" de nossa fronteira Norte. Sem dúvida ele reagiu de forma extemporânea, virulenta e atabalhoada, comparando o nosso Congresso a papagaio do Congresso dos Estados Unidos, coisa que ninguém entendeu direito.
Mas que demos o primeiro tiro na água, isso demos. Bem que o presidente Lula tentou botar panos quentes, mas não poderia ficar calado diante da agressão ao Legislativo que o apóia. Tudo indica que a poeira acabará assentando, a menos que Sarney não desencarne e que o singular Marco Aurélio Garcia, este, sim, do Executivo, continue manifestando simpatia pelo fechamento da maior rede de televisão da Venezuela. Algum exemplo a ser seguido por aqui?
terça-feira, 5 de junho de 2007
Jabor, o privatista
O comentarista da Globo, oposicionista visceral ao governo Lula, na sua coluna de hoje clama: “Está na hora de gestos novos, inéditos, rupturas, saltos qualitativos dentro da democracia”. E o que propõe o ex-cineasta?
“Lula tem de privatizar as estatais corruptas”...Isso é novo e inédito, Jabor? Cá entre nós, novo e inédito é sanar as estatais, livrá-las dos corruptos e garantir-lhes eficiência, colocando-as a serviço do efetivo desenvolvimento do país e da melhoria das condições de vida da população. Privatizar estatal é coisa velha, feita por Collor, por FHC e outros que seguem a mesma cartilha.
“Lula tem de privatizar as estatais corruptas”...Isso é novo e inédito, Jabor? Cá entre nós, novo e inédito é sanar as estatais, livrá-las dos corruptos e garantir-lhes eficiência, colocando-as a serviço do efetivo desenvolvimento do país e da melhoria das condições de vida da população. Privatizar estatal é coisa velha, feita por Collor, por FHC e outros que seguem a mesma cartilha.
Momento Caras: Folha erra o pai da criança!
Na sessão ERRAMOS, da Folha: BRASIL (4.JUN, PÁG. A6) Por erro da Redação, o texto "Lobista recupera-se de cirurgia em BH e não faz declarações" informou que o lobista Cláudio Gontijo tem uma filha com a jornalista Mônica Veloso. Quem tem uma filha com ela é o senador Renan Calheiros.
Tomando o partido de Chávez
Sebastião Nery registra na sua coluna de 5 de junho:
Senado
E o Senado? Que autoridade tem o Senado para meter-se na Venezuela? Por que não protestou quando essa mesma RCTV, golpista, venalizada,, financiada pelas empresas petroliferas norte- americanas, "documentadamente comprometida com o golpe de estado", deu notícias continuadas de que o presidente Chávez havia "renunciado e deixado o governo", exatamente na hora em que ele estava sendo seqüestrado em casa por um golpe comandado de fora pela CIA e pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos?
Se o Senado é "guardião da democracia" no pais dos outros, por que não protestou quando Bush invadiu e já massacrou 50 mil iraqueanos?
Agora ficam ouriçados e irritados quando Chávez os chama de "papagaios americanos".Deviam aprender com meu papagaio romano e mudar:"Câmbio"!
TV
E a nossa gloriosa "grande mídia", sobretudo a televisão? Cada dia mais repugnante. O brasileiro vai dormir toda noite achando que está em Caracas. As TVs só falam da Venezuela, mostrando as passeatas contra Chávez. Quando há passeatas a favor de Chávez ("dezenas de milhares em Caracas", segundo a "Folha"), não mostram, escondem,como fizeram no fim de semana.
Esse filme é velho. Em 73, a "grande imprensa" brasileira, como sempre financiada pelos Estados Unidos, passou meses descaradamente pregando o golpe contra Allende. Veio o Pinochet e continuaram faturando.
Senado
E o Senado? Que autoridade tem o Senado para meter-se na Venezuela? Por que não protestou quando essa mesma RCTV, golpista, venalizada,, financiada pelas empresas petroliferas norte- americanas, "documentadamente comprometida com o golpe de estado", deu notícias continuadas de que o presidente Chávez havia "renunciado e deixado o governo", exatamente na hora em que ele estava sendo seqüestrado em casa por um golpe comandado de fora pela CIA e pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos?
Se o Senado é "guardião da democracia" no pais dos outros, por que não protestou quando Bush invadiu e já massacrou 50 mil iraqueanos?
Agora ficam ouriçados e irritados quando Chávez os chama de "papagaios americanos".Deviam aprender com meu papagaio romano e mudar:"Câmbio"!
TV
E a nossa gloriosa "grande mídia", sobretudo a televisão? Cada dia mais repugnante. O brasileiro vai dormir toda noite achando que está em Caracas. As TVs só falam da Venezuela, mostrando as passeatas contra Chávez. Quando há passeatas a favor de Chávez ("dezenas de milhares em Caracas", segundo a "Folha"), não mostram, escondem,como fizeram no fim de semana.
Esse filme é velho. Em 73, a "grande imprensa" brasileira, como sempre financiada pelos Estados Unidos, passou meses descaradamente pregando o golpe contra Allende. Veio o Pinochet e continuaram faturando.
Chávez: "inimigo do mundo"
No programa Bom Dia Brasil desta manhã, o âncora Renato Machado, o mesmo dos vinhos, disse: "Na Venezuela, os protestos não param. O presidente Hugo Chávez insiste em enfrentar o mundo".
Agora pintam o presidente Chávez como inimigo do mundo. Isso que dá enfrentar o capital. Mais do que uma batalha do império norte-americano contra o líder bolivariano que tanto o confronta, a luta é também ideológica.
Chávez pode ser inimigo de Bush e do grande capital. Mas é amigo, e muy amigo, do seu povo, tendo investido seu petro-dólar nas chamadas missões sociais voltadas principalmente à educação, básica e superior, e à saúde da gigantesca camada da população que estava marginalizada havia muitos anos.
Agora pintam o presidente Chávez como inimigo do mundo. Isso que dá enfrentar o capital. Mais do que uma batalha do império norte-americano contra o líder bolivariano que tanto o confronta, a luta é também ideológica.
Chávez pode ser inimigo de Bush e do grande capital. Mas é amigo, e muy amigo, do seu povo, tendo investido seu petro-dólar nas chamadas missões sociais voltadas principalmente à educação, básica e superior, e à saúde da gigantesca camada da população que estava marginalizada havia muitos anos.
Assinar:
Postagens (Atom)